A consolidação da independência
A proposta constitucional de 1823 trouxe os seguintes pontos:
– Fortalecimento do poder legislativo;
– Aversão aos estrangeiros, sobretudo portugueses;
– Voto censitário .
Mas não agradou D. Pedro.
No início do processo o Império teve que combater as províncias que eram contra a Independência. Essas províncias tinham forte ligação com a metrópole portuguesa e muitos de seus habitantes eram portugueses.
São exemplos de Províncias que foram combatidas a Bahia, o Piauí, o Pará, o Maranhão e a Província Cisplatina (hoje Uruguai), as forças imperiais contaram com apoio de mercenários como o Inglês Cochrane e o francês Labatut.
Esses Províncias foram forçadas a se integrar ao Império que nascia. Assim o Império foi controlando as províncias pró-lusitanas e obtendo aos poucos o reconhecimento externo da independência, o Império necessitava agora de uma Constituição para legitimar sua existência. Por essa razão, antes da independência, em junho de 1822, foi convocada uma Assembleia Nacional Constituinte.
A Constituição da Mandioca
A origem do “nome” pelo qual o primeiro projeto constitucional ficou conhecido deve-se ao fato de o eleitor precisar ter renda mínima por ano equivalente a 150 alqueires de farinha de mandioca.
Antônio Carlos Andrada liderou a Assembleia Constituinte, composta pelos grandes proprietários, apresentaram, em 1823, uma proposta constitucional que trouxe os seguintes pontos:
– Fortalecimento do poder legislativo;
– Aversão aos estrangeiros, sobretudo portugueses;
– Voto censitário (votavam apenas indivíduos com rendimento superior a 150 alqueires de mandioca por ano).
Desse modo podemos concluir que a consolidação da Independência ocorreu em poucos anos, porém foi marcada por conflitos militares relativamente graves.
Brasileiros que eram favoráveis à Independência reuniram forças para lutar contra as tropas portuguesas que estavam no Brasil desde 1808.
No que concerne ao reconhecimento internacional da independência, os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer de modo formal a Independência brasileira em maio de 1824, mas, informalmente, ela já era reconhecida pela Inglaterra, que era grande interessada em garantir a ordem e a ligação econômica com o Brasil.
Os ingleses demoraram para formalizar o reconhecimento da independência do Brasil pois tinham interesse na imediata extinção da escravidão. Ainda assim, a Inglaterra esteve presente no processo de consolidação da Independência, servindo também de mediador no reconhecimento da nova nação por Portugal.
Após 1822, o Brasil continuou sendo uma monarquia com um português no comendo e os anos seguintes à Independência até 1840 foram marcados por enorme flutuação política, por rebeliões em todo o país e por tentativas contrastantes de organizar o poder.
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